Novo sistema para Sinarm CAC: PF visa corrigir fiasco do SisGCorp

A PF prepara novo sistema para Sinarm CAC e a comunidade de colecionadores, atiradores e caçadores (CAC) acompanha de perto cada passo. A transferência do controle dos registros para a Polícia Federal em julho de 2025 trouxe esperanças de modernização. No entanto, também trouxe frustração imediata. Até agora, o que se viu foi praticamente o mesmo sistema de antes. O SisGCorp do Exército foi apenas rebatizado como Sinarm CAC, repleto dos mesmos problemas crônicos. Diante disso, cresce a expectativa por uma modernização de verdade. Por enquanto, o novo sistema para Sinarm CAC está apenas na fase de projeto. Enquanto isso, a rotina dos CACs continua marcada por falhas e lentidão.
Contexto: do SisGCorp ao Sinarm CAC na PF
A PF planeja um novo sistema para Sinarm CAC desde que assumiu essas atribuições. Porém, a transição inicial não foi nada fácil.
Em 1º de julho de 2025, a Polícia Federal assumiu oficialmente as atribuições de registro e fiscalização dos CACs. Essas funções eram antes exercidas pelo Exército Brasileiro.
A migração do sistema
Na prática, isso significou migrar centenas de milhares de registros do antigo sistema SisGCorp para um novo ambiente sob a PF. Esse novo ambiente recebeu o nome de Sinarm CAC. No entanto, essa mudança inicial foi quase que somente cosmética. O próprio superintendente da PF encarregado – um especialista em TI – reconheceu ter recebido um sistema virtualmente “jurássico” em mãos. Não surpreende que a estrutura usada pelo Sinarm CAC seja basicamente a mesma do SisGCorp. Consequentemente, carrega a obsolescência e os problemas de performance do sistema do Exército. Em outras palavras, só mudar o nome não adiantou nada. Por isso, a PF prepara novo sistema para Sinarm CAC justamente por reconhecer que precisa de uma solução nova.
Falhas e frustrações no sistema atual
Desde a migração, os CACs enfrentam uma série de falhas graves no Sinarm CAC. Muitos desses problemas são herança direta do SisGCorp. Outros são novos gargalos provocados pela integração apressada. Entre as principais frustrações enfrentadas pelos usuários do sistema atual, destacam-se:
Principais problemas técnicos
- Autorizações ignoradas: Autorizações de compra de arma emitidas pelo Exército antes de 1º de julho de 2025 simplesmente não são reconhecidas no Sinarm CAC. Isso deixou CACs habilitados sem alternativa prática para continuar seus processos de aquisição, registro e apostilamento.
- Falhas na migração de dados: A integração inicial trouxe problemas bizarros. CACs cujo CPF começa com zero ficaram travados em etapas do sistema. Além disso, muitos registros foram importados com informações pessoais incorretas (sexo, local de nascimento, etc.).
- Funcionalidades ausentes: O Sinarm CAC atual não permite processos de progressão de nível. Isso era algo que o antigo sistema permitia. Essa limitação prejudica os atiradores que desejam progredir no esporte. Além disso, obriga o atirador a enviar o processo por e-mail, sem poder acompanhar claramente o andamento.
- Instabilidade e lentidão: Erros intermitentes frequentemente impedem até mesmo o login ou o envio de formulários. Além disso, processos deferidos travam na parte do download dos documentos.
Impacto nos direitos dos CACs
Tais falhas não são meros aborrecimentos. Elas chegam a violar direitos. A Confederação Brasileira de Tiro Tático (CBTT) chegou a documentar bugs que impediam CACs de exercer seu direito de peticionar junto ao órgão. Não é de se admirar que a insatisfação seja generalizada. Diante disso, a PF está sob pressão para corrigir o curso. Hoje, a PF prepara novo sistema para Sinarm CAC não apenas para atualizar a tecnologia. O objetivo é oferecer um sistema funcional a comunidade CAC.
Vozes da comunidade e especialistas
Nem mesmo o anúncio de que a PF prepara novo sistema para Sinarm CAC conteve as críticas da comunidade.
As críticas ao Sinarm CAC atual vêm de todas as direções dentro da comunidade de armas. Giovanni Roncalli, presidente da CBTT, tornou-se um dos principais porta-vozes dessa indignação. Ele protocolou vários ofícios detalhando as falhas técnicas. Além disso, compareceu a audiências no Senado para denunciar publicamente os problemas.
Manifestações de autoridades e especialistas
Em tom similar, Marcelo Daemon, delegado da PF no Rio de Janeiro, usou as redes sociais para expor bugs e gargalos do sistema. Ele alertou para erros na importação de dados, impossibilidade de renovar CRAF (registro de arma) e falta de sincronização entre bancos de dados. Esses problemas explicam por que a PF prepara novo sistema para Sinarm CAC. Daemon chegou a anunciar que a PF estipulou 60 dias de prazo para corrigir os bugs mais críticos. Essa informação também foi revelada em audiência pública.
Outra voz influente é a de Thyago Almeida, autor do canal Diário do Atirador (com mais de 500 mil inscritos). Ele publicou críticas minuciosas listando as falhas operacionais do Sinarm CAC. Além disso, cobrou soluções imediatas. Especialistas e ativistas como Fabrício Rebelo e Cesar Melo também engrossam o coro de críticas. Eles expõem as disfunções do sistema de forma consistente. O consenso entre essas vozes experientes é claro: o sistema atual é sistemicamente falho. Por isso, exige ação imediata. Enquanto isso, a promessa de um novo sistema para Sinarm CAC é recebida com esperança e ceticismo.
PF prepara novo sistema para Sinarm CAC: promessas para 2026
Reconhecendo a insuficiência do Sinarm CAC vigente, a Polícia Federal finalmente deu início ao desenvolvimento de um novo sistema completo. O lançamento está previsto para o segundo semestre de 2026. Diferente do arranjo provisório atual (um “remendo” sobre o SisGCorp), esse futuro sistema pretende ser construído do zero. Assim, atenderá às demandas específicas da comunidade CAC.
Investimento e cronograma
Segundo informações divulgadas, a PF obteve orçamento dedicado para essa modernização. São cerca de R$ 12 milhões em quatro anos já aprovados pelo Ministério da Justiça. A instituição planeja contratar uma empresa de tecnologia já no início de 2026 para tocar o projeto.
Recursos prometidos para o novo sistema
As promessas técnicas são ambiciosas e empolgantes. Não é exagero dizer que a PF prepara novo sistema para Sinarm CAC mirando uma revolução operacional. Entre os destaques anunciados para o novo Sinarm CAC, estão:
- Automatização massiva: Até 80% das etapas hoje manuais serão automatizadas com Inteligência Artificial – IA Isso inclui análise de documentos, checagem de antecedentes, validação de habitualidades de tiro e processamento de atestados.
- Interface modernizada: A interface do sistema será totalmente reformulada. Isso tornará a navegação mais rápida e intuitiva. Os CACs devem ganhar um portal unificado (apelidado de “Portal PF”) para acessar serviços. O portal terá dados consolidados e processos simplificados.
- Unificação de requerimentos: Adeus à burocracia redundante. Hoje, um atirador com múltiplas armas precisa abrir um processo separado para cada renovação. O novo sistema permitirá reunir vários pedidos em um só. Isso otimizará tempo e esforço tanto do cidadão quanto do órgão.
- Integração total e estabilidade: O novo sistema eliminará as sincronizações manuais entre bases de dados. Atualmente, isso ocorre entre PF e Exército, causando inconsistências. Além disso, contará com infraestrutura robusta para suportar picos de acesso sem travar. Isso acabará com bugs bizarros como os downloads problemáticos vistos no sistema atual.
Credibilidade da equipe técnica
Se essas promessas soam quase boas demais para ser verdade, há uma razão. A comunidade CAC já ficou escaldada com anúncios e promessas do passado. Entretanto, a composição da equipe da PF traz algum alento. À frente do projeto está o coordenador Porcino Silva, profissional com formação em Ciência da Computação, Inteligência Artificial e Ciência de Dados. Ou seja, quem está no comando conhece tecnologia e sabe onde o calo aperta. Isso nos dá motivos para acreditar. Desta vez, a PF anuncia um novo sistema para Sinarm CAC com bases mais sólidas.
Desafio de 2026 e risco de colapso
A PF prepara novo sistema para Sinarm CAC. Porém, 2026 impõe um teste crítico a essa transição.
Apesar do otimismo cauteloso, 2026 impõe um desafio monumental. Em julho de 2026, uma leva gigantesca de registros vencerá simultaneamente devido às mudanças recentes na legislação. Serão mais de 1.200.000 registros de armas (CRAFs) expirando na mesma data, 21 de julho de 2026.
Volume sem precedentes de renovações
Esse acúmulo sem precedentes de renovações simultâneas seria suficiente para colapsar qualquer sistema. Isso é ainda mais verdadeiro para um sistema tão fragilizado quanto o Sinarm CAC atual. Consciente desse “meteoro” a caminho, a PF precisou agir rapidamente. Em dezembro de 2025, publicou a Instrução Normativa nº 322, que restabeleceu a validade de 10 anos dos CRs. Assim, reverteu a redução para 3 anos feita anteriormente, pelo Exército. Essa medida emergencial evita que milhares de CACs precisem renovar também seus CRs já em 2026. Portanto, alivia um pouco a sobrecarga iminente.
O momento da verdade
Ainda assim, o segundo semestre de 2026 será o momento da verdade. Se até lá o novo sistema prometido não estiver funcional, a PF enfrentará um cenário caótico. Haverá filas virtuais, atrasos intermináveis e CACs impedidos de exercer direitos por falha administrativa. Vale lembrar que a própria PF, em audiência pública no Senado em dezembro de 2025, admitiu oficialmente algo grave. O Sinarm CAC não dá conta do volume atual de solicitações. Isso resulta em atrasos crônicos na emissão de documentos. Ou seja, sem mudanças concretas, 2026 pode expor as deficiências do sistema. Resta torcer e pressionar para que o anúncio de que a PF prepara novo sistema para Sinarm CAC realmente se concretize antes do prazo crítico.
Conclusão: expectativa cautelosa e vigilância constante
Em resumo, a notícia de que a PF prepara um novo sistema para o Sinarm CAC acende uma luz no fim do túnel. Isso vale para colecionadores, atiradores e caçadores brasileiros. Depois de um período conturbado, de migração mal planejada e sistema capenga, há esperança. É alentador saber que investimentos e esforços técnicos estão em andamento para corrigir a rota.
Melhorias esperadas
As melhorias anunciadas representam exatamente o que os CACs vinham pedindo há anos. Da automatização radical à interface amigável, as promessas são animadoras. Se essas promessas saírem do papel, teremos um Sinarm CAC 2.0 à altura do público que atende. Será um sistema sem amadorismo nem burocracia desnecessária.
Mas será que tudo isso se confirmará? A PF trabalha em um novo sistema para o Sinarm CAC. Porém, será mesmo essa a solução ou apenas mais um remendo com nova logomarca?
Necessidade de vigilância contínua
No entanto, também é preciso manter um olhar crítico e realista. A comunidade CAC já viu promessas se arrastarem e prazos estourarem antes. Não podemos esquecer que, em 2025, praticamente nos “venderam” a ideia de um sistema novo. Mas entregaram o mesmo produto antigo com um novo nome. Portanto, devemos sim celebrar o fato de que a Polícia Federal finalmente reconheceu as falhas. A instituição está agindo para saná-las. Mas não devemos baixar a guarda. Cada CAC deve continuar fiscalizando, cobrando transparência nos prazos e testes desse novo sistema. Afinal, direitos se defendem na prática. Aqui está em jogo o direito de praticar o tiro, a caça e o colecionismo de forma legal. A PF planeja um sistema novo para o Sinarm CAC, e a comunidade CAC espera nada menos que um resultado concreto.
Participe e fortaleça a comunidade
E você, o que achou de toda essa novela do Sinarm CAC? Já passou por algum perrengue com o sistema atual ou tem expectativas para o que está por vir? Deixe seu comentário compartilhando sua experiência ou opinião. Sua voz é fundamental para pressionar por melhorias. Não esqueça de compartilhar este artigo com outros CACs. Assim, todos saberão dos planos da PF para disponibilizar um novo sistema para o Sinarm CAC e ficarão por dentro das novidades. Juntos, a comunidade CAC se mantém informada, unida e pronta para defender seus direitos. Fique atento às próximas atualizações aqui no blog. Seguiremos acompanhando de perto cada etapa do desenvolvimento.
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Saty Jardim:
Prestador de serviços credenciado no Exército Brasileiro sob Nº 000.116.553-48. Praticante da pesca, caça e do tiro desportivo, que aprendeu na prática os procedimentos legais para compra e registro de armas de fogo, requisição de CR e outros procedimentos junto ao Exército, Polícia Federal, IBAMA e SAP/MAPA.





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