Como tirar o CR na Polícia Federal
Em um cenário de burocracia crescente e prioridades questionáveis, muitos brasileiros se perguntam como tirar o CR na Polícia Federal sob as novas regras. Ironicamente, enquanto o governo atual dificulta a vida do cidadão que busca exercer legalmente o tiro esportivo ou a caça, organizações criminosas continuam se armando sem impedimentos claros.
O resultado é uma via crucis burocrática para o cidadão de bem. Isso lembra táticas históricas de controle social. Sim, vivemos tempos em que desarmar o cidadão comum virou solução mágica na cartilha oficial. No entanto, os bandidos não seguem cartilhas.
Neste artigo, vamos explicar passo a passo como funciona o processo para tirar o CR na Polícia Federal, abordando requisitos, documentos, leis relevantes e dicas práticas para você obter seu Certificado de Registro. Tudo em linguagem acessível, sem juridiquês e com a sinceridade que você já está acostumado a ver aqui no Legalmente Armado.
O que é o CR na Polícia Federal?
O Certificado de Registro (CR) é o documento que autoriza um cidadão a exercer atividades de caça, tiro desportivo ou colecionamento de forma legal no Brasil. Antes, esse registro era concedido pelo Exército Brasileiro (via SFPC/SIGMA). Porém, a partir de meados de 2025 houve a transferência definitiva da fiscalização para a Polícia Federal.
Esta mudança ocorreu conforme determina a Instrução Normativa DG/PF nº 311/2025. Em outras palavras, quem deseja se tornar CAC (Caçador, Atirador ou Colecionador) agora deve se cadastrar no Sinarm-CAC da Polícia Federal. Além disso, é por meio desse sistema que você poderá obter o CR e praticar essas atividades legalmente.
Diferenças importantes do CR, posse e porte
Vale destacar que o CR não equivale a um porte de arma para defesa pessoal. Ele concede o direito de adquirir, registrar e transportar armas para fins específicos. Consequentemente, não autoriza o porte diário de arma carregada na cintura em locais públicos.
Para defesa pessoal específica, ainda vigora a necessidade de uma posse ou porte de arma expedido pela própria Polícia Federal. Estes possuem critérios diferentes. Ou seja, o foco do CR é permitir ao cidadão comum acesso a armas para a prática desportiva, caça ou colecionamento.
Mudanças na validade
No contexto atual, o Certificado de Registro na Polícia Federal passou por mudanças importantes. No governo Bolsonaro, o CR de CAC tinha validade de 10 anos. Contudo, o governo Lula reduziu esse prazo para apenas 3 anos. Consequentemente, isso exige renovações mais frequentes – mais uma camada de burocracia para o cidadão.
Apesar das mudanças, a essência continua. Com o CR em mãos, o indivíduo torna-se registrado no sistema da PF. Portanto, pode realizar atividades vedadas ao cidadão comum que só tem a “posse”.
Quais são os benefícios de tirar o CR na Polícia Federal?
A obtenção do CR traz diversos benefícios ao seu titular. São vantagens que o cidadão comum, sem registro, não possui. Em resumo, tirar o CR na Polícia Federal possibilita ao cidadão:
Aquisição de armas e munições
- Comprar armas de fogo e munições em quantidade superior ao limite do cidadão comum. Isso inclui calibres de uso restrito (como 9mm, .45 ACP, 7.62mm, etc.) dentro das limitações legais atuais;
- Adquirir munição diretamente de fábricas e em maior quantidade. CACs podem comprar centenas de munições por ano. Por outro lado, o limite é de 50 munições por ano para quem não tem CR;
Transporte e importação
- Transportar armas desmuniciadas por todo o território nacional para treinamento, competições ou caça. Isso é feito mediante Guia de Tráfego emitida pela PF;
- Importar armas e equipamentos específicos (mediante autorização prévia). Isso é praticamente impossível para quem não é CAC;
Atividades legais
- Praticar tiro esportivo e caça legalmente. Por exemplo, o controle de javalis (espécie invasora) com arma de fogo só é permitido a quem possui CR. Além disso, é necessário registro no Ibama para caça;
- Acessar clubes de tiro e participar de competições oficiais. Assim, pode acumular pontuação e progredir de nível como atirador desportivo. Isso ocorre conforme as novas regras (níveis 1, 2, 3 e alto rendimento).
Vantagens econômicas
Em síntese, ao tirar o CR na Polícia Federal você adquire direitos que ampliam seu acesso ao mundo das armas legalizadas. Pode comprar armas e munições com preços melhores (inclusive direto da fábrica, como Taurus, CBC, Boito, Imbel e Fire Eagle Armory). Além disso, pode montar uma coleção histórica e ter um acervo para esporte ou caça dentro dos limites da lei.
É claro que, com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. Portanto, veremos a seguir algumas observações importantes sobre o CR.
Considere uma assessoria especializada
Sonha em tirar o seu CR sem dor de cabeça? Considere buscar uma assessoria especializada para auxiliá-lo durante o processo. A burocracia é grande e as regras mudam constantemente. Com ajuda profissional, você evita erros, economiza tempo e garante que todo o procedimento seja feito corretamente.
Não hesite em contar com especialistas. Eles podem fazer a diferença entre meses de frustração e a conquista rápida do seu registro.
Observações importantes sobre o CR e as novas regras
Antes de dar entrada no pedido, é preciso estar ciente de alguns pontos fundamentais. Primeiro: o CR não foi feito para porte velado de arma de defesa. A finalidade do Certificado de Registro é esporte, caça ou coleção, não andar armado no dia a dia.
Regras de transporte
A legislação obriga que, durante os deslocamentos para treino, campeonatos ou caça, as armas permaneçam descarregadas. Além disso, devem ser transportadas separadamente das munições (em malas ou cases apropriados).
Até pouco tempo atrás (governo Bolsonaro), existia uma regra que permitia ao CAC levar uma arma curta municiada “a pronto uso” no trajeto. Isso servia como forma de defesa do acervo e da própria vida. Porém, essa concessão (conhecida como porte de trânsito) foi revogada pelo atual governo. Consequentemente, isso impediu até mesmo essa proteção mínima.
Em suma, hoje todas as armas devem viajar descarregadas. Portanto, cabe ao CAC redobrar a atenção na segurança do transporte.
Penalidades por descumprimento
Outro ponto crucial são as penalidades. Quem descumprir as regras estará sujeito a processo administrativo e criminal. Isso inclui transportar arma de forma irregular, usá-la para fim diverso do registrado, ou deixar de apresentar documentos exigidos.
O registro pode ser cassado a qualquer momento se forem constatadas infrações. Consequentemente, há risco de perder o CR e ter seu acervo apreendido. Então, leve as normas a sério.
Reflexão sobre controle governamental
Tenha em mente que o governo atual, em vez de focar energia no combate ao tráfico internacional de armas e drogas, prefere uma fiscalização rigorosa sobre os CACs. Logo, não dê margem para virar estatística nas operações do sistema. Cumpra tudo à risca.
Vale uma reflexão histórica: desarmamento civil, censura e autoritarismo caminham de mãos dadas. Diversos regimes autoritários do passado usaram a estratégia de desarmar os cidadãos antes de consolidar seu poder.
Lições históricas
O nazismo, por exemplo, desarmou minorias como os judeus nos anos 1938. Além disso, outros regimes de viés socialista também centralizaram as armas nas mãos do Estado, eliminando resistências. Essas lições mostram por que tantos defensores da liberdade veem com preocupação as medidas atuais de restrição ao armamento civil.
Enquanto o cidadão cumpridor da lei pula obstáculos para tirar o CR na Polícia Federal e manter uma simples pistola .380 ACP no cofre, facções criminosas se abastecem de fuzis contrabandeados sem nenhuma dificuldade.
Em outras palavras, endurecer regras para o cidadão registrado não desarma bandidos. A violência das ruas comprova isso diariamente.
E então, como tirar o CR na Polícia Federal?
Chegamos ao ponto principal: quais passos tomar para tirar o CR na Polícia Federal de maneira eficaz e dentro da lei. O processo exige o cumprimento de uma série de requisitos prévios. Estes são definidos em leis, decretos e portarias federais.
Marcos regulatórios
Em 2023, foi publicado o Decreto nº 11.615/2023, que regulamenta o Estatuto do Desarmamento com novas regras para CACs. Posteriormente, a Polícia Federal editou a Portaria DG/PF nº 19.040/2025. Esta estabelece um cronograma de implantação dos serviços para CACs.
Isso significa que, dependendo do seu estado, a concessão do CR pela PF passou a estar disponível em datas diferentes ao longo de 2025. Verifique se na sua região o serviço já está ativo. A maioria dos estados iniciou em julho ou agosto/2025.
Os requisitos para obter o Certificado de Registro na PF
Para tirar o CR na Polícia Federal, o interessado deve atender a todos os requisitos abaixo. Basicamente, você precisa provar que é um cidadão idôneo. Além disso, deve estar preparado psicologicamente e tecnicamente para manusear armas, com endereço fixo, ocupação lícita e comprometimento com a segurança.

Comprovação de idoneidade
Apresentar certidões negativas de antecedentes criminais nas esferas Federal, Estadual, Militar e Eleitoral. Além disso, é necessária uma declaração de que não responde a inquérito policial ou processo criminal. Esses documentos atestam que você tem “ficha limpa” nos últimos anos.
Com base no Decreto regulatório, a PF exige certidões referentes aos últimos 5 anos. Você pode obter grande parte dessas certidões gratuitamente nos sites dos respectivos tribunais de seu estado. Não pode haver condenações ou processos criminais em andamento. Caso contrário, o CR será negado.
Residência fixa comprovada
Comprovar um endereço fixo tanto de residência quanto do local onde o acervo de armas ficará guardado. Geralmente, o local de guarda é a sua residência principal. Se for em outro endereço (como um sítio ou propriedade rural), você deverá informar.
Valem como comprovante contas de água, luz, gás, telefone fixo em seu nome. Se estiver no nome de um cônjuge ou parente, inclua uma declaração de residência que comprove o vínculo.
Vistoria do local
A PF poderá realizar vistoria no local de guarda do acervo antes de conceder o CR. Isso serve para verificar se você dispõe de condições seguras (como um cofre ou armário trancado). Prepare-se, portanto, para uma possível inspeção em casa.
Capacidade técnica comprovada
Comprovar que sabe manusear uma arma de fogo com segurança. Isso é feito através de um teste de capacidade técnica. O teste inclui prova teórica e prática de tiro, aplicada por instrutor de tiro credenciado pela Polícia Federal.
Esse teste está previsto no Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003). É obrigatório tanto para quem quer comprar uma arma comum quanto para quem deseja o CR. Você precisará agendar essa avaliação em um clube de tiro com um instrutor autorizado.
Detalhes do teste
Na prova teórica caem questões sobre legislação, regras de segurança e funcionamento da arma. Na prova prática, você deverá demonstrar pontaria e conduta segura com um armamento real. Geralmente são 20 disparos em alvo, a distâncias de 5 e 7 metros.
É importante se preparar antes. Estude a cartilha da PF e obtenha dicas com amigos ou instrutores se possível para garantir sua aprovação. Ao final, o instrutor emitirá um laudo atestando sua capacidade técnica. Este deverá ser incluído no processo.
Aptidão psicológica
Passar por uma avaliação psicológica com profissional credenciado pela PF. Isso comprova que você tem perfil adequado para possuir arma. O laudo de aptidão psicológica deve ser emitido por um psicólogo registrado na Polícia Federal. Há uma lista de credenciados em cada estado.
O teste envolve questionários e possivelmente entrevistas. Avalia fatores como estabilidade emocional, agressividade, atenção, etc. Agende com um psicólogo autorizado e obtenha o laudo assinado. Este confirma que você está apto sob o ponto de vista psicológico para manusear armas de fogo.
Filiação a clube
Para pleitear atividades de atirador desportivo ou caçador, é obrigatório estar filiado a um clube ou entidade reconhecido. Você deverá obter uma declaração de filiação ao clube, comprovando que é membro ativo.
Essa exigência não se aplica caso você queira o CR somente como colecionador. A atividade de coleção é independente de clubes (a própria norma isenta o colecionador dessa apresentação). Contudo, mesmo colecionadores muitas vezes se filiam a clubes para praticar tiro eventual e manter-se atualizados.
Escolha um clube idôneo e regularizado com o Exército/PF. Isso fará parte do seu processo.
Idade mínima
Ter no mínimo 25 anos de idade completos. Essa é a idade mínima fixada em lei (Estatuto do Desarmamento) para adquirir armas de fogo de forma legal no Brasil. No entanto, já é possível obter o CR de atirador desportivo aos 18 anos e realizar os treinamentos com as armas do clube, sob supervisão do instrutor. Para caça ou coleção, a lei exige ter 25 anos ou mais para conceder o registro de CAC ou autorização de compra de armas.
Portanto, jovens interessados devem aguardar atingir a idade necessária para solicitar o CR na Polícia Federal. 18 anos para o CR de atirador, 25 anos para o CR de caçador ou colecionador e 25 anos para aquisição de armas próprias.
Outras formalidades necessárias para tirar o CR na Polícia Federal
Atendidos todos os requisitos acima, ainda há formalidades burocráticas a cumprir para consolidar o processo. São documentos e procedimentos que oficializam seu pedido junto à Polícia Federal:
Requerimento oficial
Requerimento de Concessão de CR: trata-se do formulário oficial onde você formaliza o pedido do Certificado de Registro. Esse requerimento padronizado deve ser preenchido com seus dados pessoais, endereço, atividades pretendidas e informações adicionais.
Você deve especificar se deseja atuar como colecionador, atirador e/ou caçador. A PF disponibiliza esse formulário em seu sistema. Atualmente, o processo migrou para a plataforma online SINARM-CAC (Gov.br). Ou seja, é necessário fazer um cadastro no portal e preencher os formulários digitalmente.
Caso haja dúvidas, compareça à unidade da PF responsável por produtos controlados na sua região. Solicite orientações sobre o requerimento ou procure assessoria especializada.
Declaração de segurança
Declaração de Segurança do Acervo (DSA): documento em que você se compromete a manter as armas e munições em local seguro, sob sua guarda. Isso evita acesso de terceiros não autorizados. Essa declaração inclui informações sobre onde o acervo ficará guardado.
Além disso, declara que você tem ciência das responsabilidades de armazenagem. É uma forma de a autoridade ter por escrito seu compromisso com a segurança do acervo.
Termo de responsabilidade
Termo de Ciência e Responsabilidade: é um termo que você assina declarando que conhece e vai cumprir todas as obrigações legais inerentes ao Certificado de Registro. Nele, você afirma estar ciente de que as armas só podem ser usadas nas atividades autorizadas.
Também declara que não poderá cedê-las a terceiros não autorizados, que informará mudanças de endereço, etc. Além disso, declara ter conhecimento de que eventuais infrações podem levar a sanções (inclusive penais).
Basicamente, é o “contrato” em que você assume respeitar as regras do jogo.
Documentação completa
Cópias dos documentos: você precisará juntar cópias (digitalizadas) de todos os documentos exigidos. Isso inclui seus documentos pessoais (RG com CPF ou CNH), certidões negativas obtidas, laudo do teste de tiro, laudo psicológico, comprovações de residência e ocupação, declarações assinadas (DSA, DGA, clube, etc.).
Organize tudo em uma pasta digital, de preferência na mesma ordem que a PF solicita no sistema.
Revisão final
Após reunir todos os documentos e comprovantes, faça uma revisão final usando a lista de exigências como check-list. Qualquer falta de documento ou informação pode atrasar o processo. A PF poderá exigir complementação.
Passo a passo para tirar o CR na Polícia Federal
Com os requisitos devidamente cumpridos, é a hora de protocolar o processo. Para tal, é preciso fazer o envio de todos os papéis exigidos à Polícia Federal. Veja o passo a passo geral para tirar o CR na Polícia Federal:
1. Protocolar a documentação
Protocolar a documentação: Todo o processo de solicitação do CR na Polícia Federal é feito de forma 100% online, através do sistema SINARM-CAC, disponível no portal Gov.br. O interessado deve preencher os formulários eletrônicos, anexar os documentos exigidos em formato digital e finalizar o protocolo diretamente pela plataforma.
Após a submissão, o processo será analisado pela delegacia da Polícia Federal responsável pela sua cidade ou região, que acompanhará a tramitação do pedido internamente. Não é necessário comparecer presencialmente à PF em nenhum momento da solicitação — todo o fluxo é digital, desde o envio da documentação até o recebimento do CR.
Ao concluir o protocolo, o sistema gera um número de processo que permite o acompanhamento online da análise.
2. Pagamento da taxa do CR
Pagamento da taxa (GRU): por fim, é necessário pagar a taxa federal para concessão do Certificado de Registro. Essa taxa tem o valor fixo de R$ 100,00. A Guia de Recolhimento da União (GRU) referente ao serviço deve ser emitida. Isso é feito pelo próprio sistema online da PF (SINARM-CAC).
A taxa deve ser quitada dentro do prazo. Guarde o comprovante de pagamento. Sem o pagamento, seu pedido não andará. Lembre-se de que cada serviço (concessão do CR, registro de armas, etc.) possui taxas específicas.
3. Acompanhar a análise
Após protocolar e realizar o pagamento da taxa, o processo entra em análise. Os agentes da PF verificarão suas certidões, laudos e formulários. Eles podem consultar outros órgãos (Exército, Justiça, etc.) se necessário.
Fique atento a eventuais notificações para complementar documentos faltantes. É possível acompanhar o andamento pelo sistema online ou diretamente com a unidade da PF (e-mail, telefone ou presencial).
Prazos e expectativas
Tenha paciência: embora o prazo oficial para a PF conceder o CR seja de até 60 dias, na prática pode levar mais. Isso ocorre sobretudo porque a PF herdou milhares de processos do Exército e ainda está se adaptando ao volume. Em 2025, por exemplo, espera-se alguma demora até que a estrutura esteja totalmente funcional.
4. Vistoria do local (se aplicável)
Como mencionado, pode haver uma vistoria presencial no local de guarda do acervo antes da aprovação final. Nesse caso, um agente da PF agendará uma visita para inspecionar seu cofre ou armário de armas.
Eles conferem se atende aos requisitos mínimos de segurança (tranca, fixação, dificuldade de acesso por crianças ou terceiros, etc.). Colabore com a inspeção. É parte da garantia de que você segue as normas de armazenamento.
4. Deferimento e emissão do CR
Estando tudo em ordem, a Polícia Federal deferirá seu pedido e emitirá o Certificado de Registro – CAC. Atualmente, o documento de CR pode ser disponibilizado eletronicamente pelo sistema. Você provavelmente receberá também um aviso por e-mail.
Nele constará seu número de registro, validade (3 anos conforme a norma vigente) e as atividades autorizadas. Parabéns! A partir desse momento você oficialmente possui um CR na Polícia Federal válido.
5. Pós-obtenção – registro de armas e outras providências
Com o CR em mãos, você já pode comprar suas armas de fogo dentro dos limites permitidos. Além disso, pode registrar cada arma no sistema da PF (emitindo os Certificados de Registro de Arma de Fogo – CRAF – correspondentes).
Calibres restritos
Lembre-se: armas de calibre restrito ainda demandam autorização do Exército além da anuência da PF. Isso adiciona etapas se você optar, por exemplo, por um rifle 5.56mm ou 7.62mm. Esse trâmite extra pode tornar a aquisição mais lenta.
Infelizmente, traficantes não enfrentam essa demora para trazer fuzis do exterior. Porém, o cidadão legal acaba enfrentando essas dificuldades.
Registros obrigatórios
Durante o processo de aquisição (em loja credenciada ou diretamente da fábrica), cada arma uma deverá ser registrada no SINARM-CAC e vinculada ao seu CR. Tenha o hábito de andar sempre com a documentação (CR, CRAF e Guias de Tráfego de cada arma) quando transportar armamento.
Além disso, renove seu CR no prazo antes que vença para não cair na ilegalidade.
Protocolo e acompanhamento do processo
É altamente recomendável salvar cópias digitais de todos os documentos enviados e anotar o número de protocolo gerado pelo sistema. Todo o processo de solicitação do CR é feito exclusivamente pelo sistema SINARM-CAC.
Após o protocolo online, o acompanhamento do processo, bem como eventuais notificações de pendências ou exigências complementares, também são realizados inteiramente pelo próprio sistema. Fique atento as notificações por e-mail, que é por onde a Polícia Federal comunica qualquer necessidade de correção ou inclusão de documentos. Mantenha também o hábito de acessar a plataforma periodicamente até a emissão do seu Certificado de Registro.
Ajustes da PF ao novo papel
Considere também que a PF está se ajustando a esse novo papel de gerenciar os CACs. Há reconhecidamente um déficit de pessoal especializado. Então, atrasos podem ocorrer sem má-fé, mas por pura falta de estrutura.
Se o prazo se estender muito além do previsto (por exemplo, mais de 3 ou 4 meses sem resposta), você tem o direito de buscar informações formais. Até mesmo pode recorrer administrativamente. Contudo, em muitos casos, o CR tem saído dentro de 2 a 3 meses após cumprir tudo corretamente.
Considerações finais sobre o CR na Polícia Federal
Em conclusão, tirar o CR na Polícia Federal é um caminho essencial para os entusiastas do tiro, colecionadores e caçadores legais no Brasil. O Certificado de Registro – agora sob gestão da PF – continua sendo o documento (com validade atualmente de 3 anos) que permite ao cidadão exercer atividades com produtos controlados.
Com ele, você entra para o universo dos CACs, com direitos ampliados. Porém, também há deveres bem definidos.
Requisitos para caçadores
É importante lembrar que, para os caçadores, além do CR na PF, é obrigatório manter o registro no Ibama atualizado. Isso é necessário para poder realizar o controle de espécies autorizadas (como a caça ao javali). Não ignore essa etapa extra se seu objetivo for caça.

Sem a documentação ambiental, você pode incorrer em crime ambiental mesmo tendo armas legalizadas. Da mesma forma, atiradores desportivos devem ficar atentos às exigências de habitualidade que as novas regras impuseram.
Comprovação de atividade
Será necessário comprovar participação mínima em treinos e competições anuais para manter certos privilégios. Isso ocorre conforme o nível do atirador.
Reflexões sobre armamento civil
Por fim, não podemos esquecer as lições da história e da realidade: um cidadão armado e bem treinado não é ameaça à sociedade. Na verdade, é um indivíduo preparado para proteger sua vida e talvez até ajudar terceiros em casos extremos.
Já o desarmamento civil indiscriminado provou-se ineficaz para reduzir a criminalidade. Isso serve apenas para enfraquecer o direito de defesa do cidadão honesto. Enquanto governos autoritários celebram populações passivas e desarmadas, nós celebramos o acesso legal e responsável às armas. Sempre com segurança e respeito à lei.
Compromisso com a responsabilidade
Se você leu até aqui, é porque leva o assunto a sério. Invista em conhecimento e preparação. Busque orientação profissional quando preciso, mantenha-se atualizado sobre a legislação (que muda com frequência). Principalmente, pratique a responsabilidade.
O processo de tirar o CR na Polícia Federal pode ser trabalhoso. Porém, é o caminho para garantir seu lugar na comunidade legal de tiro, caça e coleção de armas.
Gostou do conteúdo? Ficou com alguma dúvida sobre como tirar o seu CR na Polícia Federal ou quer compartilhar a sua experiência? Deixe um comentário abaixo! Sua participação enriquece o debate.
E se você precisa de auxílio especializado para navegar por toda essa burocracia, não hesite em procurar uma assessoria de confiança. Preparar documentos, acompanhar prazos e entender as minúcias legais fica muito mais fácil com ajuda profissional. Bons tiros e até a próxima!
Artigos Relacionados:
Saty Jardim:
Prestador de serviços credenciado no Exército Brasileiro sob Nº 000.116.553-48. Praticante da pesca, caça e do tiro desportivo, que aprendeu na prática os procedimentos legais para compra e registro de armas de fogo, requisição de CR e outros procedimentos junto ao Exército, Polícia Federal, IBAMA e SAP/MAPA.
Deixe o Seu Comentário: